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sábado, 8 de outubro de 2011

Vai menina, fecha os olhos.


Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quantoo isso te faz sorrir. E só.

Perdoei...



Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas que eu nunca pensei que iriam me decepcionar, mas também já decepcionei alguém. já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, e amigos que eu nunca mais vi. amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, e quebrei a cara muitas vezes! já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Talvez...



Talvez a nossa amizade tenha chegado no ponto máximo do carinho e do companherismo.Talvez eu tenha me acostumado com a sua presença.Talvez você tenha me olhado vez ou outra de um jeito diferente e eu tenha confudido tudo.Acontece que quando ouço sua voz, meu coração dispara e meus olhos fixam-se aos seus, enxergando nós dois sentados na grama vendo o pôr-do-sol ou até mesmo cuidando de nossos filhos.Talvez você esteja pensando: “Por que isso agora?”.Talvez você esteja tão confuso quanto eu, querendo saber o que está acontecendo!Pois é…talvez eu esteja enganada…mas eu te amo.

No final, não faz diferença.

Fim de festa. Roupas amarrotadas, penteados desfeitos, suor, cansaço.
Elas desceram do salto e eles desabotoaram a camisa. Todos, menos você.
Ficou no canto, observando. Esquadrinhando tudo que eu fazia.
Me assistiu dançar a noite toda, no começo sozinha, mas depois com a agradavel companhia do teu melhor amigo.
Observou cada detalhe, com a mínima precisão, mas não se moveu do canto onde se apoiava.
Apesar de ter visto minha mão esquerda desfilando sem aliança, não fez esforço pra entender. Apenas ficou ali, estático, me olhando como se filmasse um crime, do qual depois me acusaria. E esperou.
Esperou até que a festa acabasse, até que todos os carros tivessem ido embora.
Esperou até que ficassemos só nós dois.
Então virou as costas e foi andando. Sem vacilar, sem olhar para trás. Quando chamei seu nome, percebi seu braço descendo junto ao corpo e deixando cair na beira da rua alguma coisa. E essa coisa refletiu a pouca iluminação do asfalto. Cheguei mais perto e reconheci meu nome gravado dentro.
Ali, no meio da madrugada, me deixou sozinha. Sozinha com as nossas alianças, com meu remorso naturalmente passageiro e com minha traição.
Sozinha, como no começo da festa. Pra falar a verdade, não fez diferença.
Antes que o sol raiasse, já estava acompanhada novamente.